Farioli fala da rivalidade do Porto e gera revolta entre sportinguistas

Sobre o adversário e a estratégia para o jogo, afirmou: “Acho que se mantivermos esses jogadores longe da nossa baliza fica mais fácil. Temos de passar tempo a atacar para os manter longe da baliza e para isso temos de pressionar alto, como costumamos fazer. Depois, vamos ter momentos em que precisamos de defender baixo. Mencionou o Schjelderup, que tem qualidade fantástica no um para um e cria muito perigo, o Pavlidis um jogador com impacto evidente, basta olhar para os números, o Rafa é uma boa adição e quem quer que jogue à direita tem qualidade individual, também. Estamos cientes sobre o adversário e acho que a melhor estratégia é estarmos bem com bola, atacar bem e temos de ser assertivos. Será muito importante correr mais do que eles e ser muito forte nos duelos, coisas normalmente importantes nos nossos jogos”.
Sobre a visita ao Estádio da Luz, disse: “Estive lá há uns anos para assistir a um jogo. Conheço a atmosfera. Claro que estamos cientes do ambiente que vamos enfrentar. Mas somos o FC Porto e vamos a todo o lado com a mesma atitude e a mesma bravura. Sabemos quem vamos enfrentar. É o nosso principal rival. Mas isso não muda a nossa mentalidade e a nossa abordagem. Muito respeito pelo nosso oponente, mas sabemos quem somos e o que queremos fazer no relvado. Vai ser um jogo para darmos um passo em frente”.
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Questionado se uma vitória poderia afastar o Benfica do título, respondeu: “Qualquer resultado não irá afastar ninguém. É um jogo importante, mas depois vemos como fica a tabela. Não posso dizer, por experiência pessoal, que está acabado. Portanto, até existirem pontos por disputar temos de estar a todo o gás.”
E acrescentou sobre a evolução do rival: “A evolução deles é clara. Mudou várias coisas e a mentalidade mudou. São mais ofensivos do que no início da época. Se olharmos para a 2.ª mão no Bernabéu, o tipo de pressão e qualidade com bola foram fantásticas. Espero um jogo muito aberto, entre duas equipas com ambição. O mais importante é como nos preparamos. Acredito totalmente no espírito que vamos levar. Queremos traduzir o nosso trabalho numa boa exibição”.
Sobre os elogios de Thiago Silva e o momento do clube, referiu: “Creio que é marcante um jogador com tanta experiência e que chegou há dois meses e ter a impressão de família e energia. A interação que temos com todos os que amam o Porto. Mesmo depois do último jogo, a forma como puxaram por nós. É algo único. Os adeptos mais do que ninguém percebem o nosso caminho. Estamos a reconstruir o FC Porto e uma mentalidade forte no clube. Isso deixa-me muito confortável. O trabalho ainda não está feito, mas podemos dizer que o FC Porto está a voltar. É apenas o início deste processo”.
Sobre a reação da equipa após a derrota em Alvalade: “Acho que está muito bem, porque fizemos uma preparação dividida em duas partes. Temos uma segunda mão no Dragão. Fomos a Alvalade sem cinco ou seis dos nossos principais jogadores e acho que ninguém reconheceu isso. Fizemos um jogo muito forte, condicionado por vários eventos. Com uma mentalidade e uma abordagem certa. Todos deixámos Lisboa com boas energias para voltar para o jogo de amanhã”.
Quanto às críticas à arbitragem, afirmou: “Gostaria de fechar isso. É normal numa semana com dois Clássicos, um atrás do outro, há muita carne para por no assador e falar sobre isso. Se falamos da gestão de amarelos, falamos de algumas faltas que podem determinar o rumo do jogo. Na segunda parte, dos 48 aos 65 minutos existiram 10 eventos que era suposto haver quatro faltas para nós e quatro para o Sporting, mas acabou por ser seis para o Sporting e uma para nós. São coisas pequenas que mudam a dinâmica. Para clarificar a substituição do Alberto Costa foi condicionada pelo amarelo e por termos um jogo a seguir. Depois houve o cartão para o Suárez, que podia ser amarelo ou laranja. Faz parte das coisas que falamos, mas seguimos em frente. Amanhã espero que entendam a importância deste jogo. Não tenho dúvidas de como o jogo vai ser gerido.”
Sobre a influência do resultado do Sporting: “Estamos cientes de como as coisas correm, mas isso não pode mudar a nossa dinâmica e a nossa abordagem. Há 30 pontos por disputar. Temos de ir jogo a jogo. Estamos a jogar e os outros também, mas estamos numa posição onde podemos estar um bocadinho mais focados em nós. É algo que queremos continuar a fazer”.
Relativamente às opções táticas: “Vamos precisar de todas as características dos nossos jogadores para termos uma dinâmica ofensiva. Alguns mais capazes no um contra um, mas todos têm compromisso tático. Trabalham muito para a equipa. E gosto de reforçar isto. Todos eles vão participar no jogo”.
Sobre o estado físico de Bednarek e o regresso de Thiago Silva: “Vamos treinar hoje e vamos ver se a condição do Bednarek. Ontem, não treinou. Com certeza, será uma situação no limite. Se conseguir estar no jogo, ele vai precisar, de certeza, de um bom analgésico, porque a pancada foi forte. Quer fazer parte do jogo. Precisamos de ver se está confortável e vamos tomar uma decisão nas próximas horas. O Thiago está a recuperar. Nos últimos dias fez as sessões completas, sem limitações. Estamos felizes por tê-lo de volta”.
Sobre o Clássico e a luta pelo título, concluiu: “Ainda faltam 30 minutos por disputar. Tudo é possível. Desde o início, que mencionei o Benfica como um dos candidatos ao título, ainda mais agora, que estão numa fase positiva. Creio a evolução com Mourinho tem sido muito clara e provaram a sua qualidade nas competições domésticas. O facto de estarem sem derrotas na Liga, acho que são uma das duas equipas da Europa assim, diz muito, além do que fizeram na Champions. Qualificaram-se para o playoff e depois tiveram dois jogos muito duros com o Real Madrid, provando o nível deles. A qualidade do nosso oponente está à vista orientado por um treinador que já disse ter muita admiração, como pessoa e treinador. Todos eles elementos deixam antever que amanhã será um grande desafio, mas estamos prontos e confiantes das nossas qualidades. Vai ser um grande jogo. Estamos preparados”.



