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Mãe de bebé encontrado em aterro nos Açores terá sofrido aborto natural, indicam informações

A mãe do bebé encontrado morto no Centro de Resíduos de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores deverá ser apenas acusada de profanação de cadáver, uma vez que, segundo os resultados da autópsia, sofreu um “aborto não provocado”, avança o Açoriano Oriental.

De acordo com o jornal regional, a mulher escondeu a gravidez e o aborto, que terá sofrido de forma “natural” na última semana de março, de todos.

O caso só se tornou conhecido, depois da jovem mariense ter procurado ajuda na Unidade de Saúde de Santa Maria, com fortes dores, causadas pelos restos do aborto que ficaram no interior do útero.

O incidente obrigou a mulher a ser transportada de emergência para a ilha de São Miguel, onde os médicos perceberam o que se tinha passado.

Alertadas para o caso, as autoridades procuraram pelo bebé, cujo cadáver foi encontrado, no dia 30 de março, no Centro de Resíduos de Vila do Porto.

Depois de efetuada a autópsia ao feto, na passada sexta-feira, 3 de abril, a conclusão foi de que se tratou de um aborto não provocado.

O Notícias ao Minuto contactou a Polícia Judiciária (PJ) para confirmar este dado, mas fonte oficial desta autoridade garantiu apenas que “a investigação ainda não está concluída”.

Já o Ministério Público (MP) ainda não respondeu ao pedido de esclarecimentos.

Médico partilhou nas redes sociais vídeo do corpo do bebé

Recorde-se que o caso gerou muita polémica, não só pelo corpo do bebé ter sido atirado para o aterro de Santa Maria, como também pelo facto de um médico da unidade de saúde da ilha ter filmado e divulgado o vídeo dos restos mortais do menino.

Apesar da polémica e do caso estar a ser investigado pela Inspeção Regional da Saúde, o médico ainda se encontrará a serviço, o que está a revoltar parte da comunidade.

Nas redes sociais, o profissional de saúde, chegou a afirmar que se tratava de um homicídio “à catanada”, mas agora diz que apenas quis divulgar o caso para que seja feita justiça pelo bebé.

No entanto, tem continuado a tecer várias críticas à Resiaaçores, LDA, empresa responsável pelo aterro, que, segundo ele, congelou o cadáver do bebé “junto com outras carnes para ser incinerado na ilha Terceira”.

Médico já tinha sido despedido de hospital da Madeira

Há quase seis anos, o médico em questão tinha sido despedido por justa causa do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), como noticiou, em 2020, o Diário de Notícias da Madeira.

Na altura, o profissional de saúde coordenava a Unidade de Medicina Nuclear do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

O SESARAM justificou o despedimento do médico, que, entretanto, em dezembro de 2025 assumiu funções na ilha de Santa Maria como delegado de Saúde, com a “violação dos deveres de respeito, urbanidade e probidade, dever de assiduidade, dever de realizar o trabalho com zelo e diligência, dever de cumprir ordens e instruções do empregador, dever de lealdade ao empregador, deveres previstos nas al. a), b), c), e) e f) do n.º 1 do artigo 128.º do Código do Trabalho”.

“Pela sua gravidade e consequências, tornam imediata e praticamente impossível a subsistência da relação laboral e constituem justa causa de despedimento”, foi defendido na altura.

Mas não foi só nesta polémica que o profissional de saúde em questão esteve envolvido. Basta uma rápida pesquisa na internet para perceber que até com o nome de Cristiano Ronaldo, o médico, que já foi deputado regional pelo MPT (de que entretanto se desvinculou), já se envolveu em problemas.

Em 2019, noticiava ainda a RTP-Madeira que a Ordem dos Médicos tinha três processos disciplinares a decorrer contra o profissional de saúde.

Na página da clínica RM Saúde, localizada na ilha de Santa Maria, o médico defende-se garantindo que pela sua “postura de integridade e defesa dos utentes, enfrentou perseguições políticas e venceu todas as ações judiciais interpostas contra si, tendo-se visto obrigado a deixar a Ilha da Madeira por razões de segurança pessoal”.

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