Desporto

PSG entra na corrida por Diogo Costa, mas o FC Porto já definiu a sua posição

Foi no passado sábado que o Paris Saint-Germain se sagrou bicampeão europeu, ao levar de vencida o Arsenal, numa final da Liga dos Campeões ‘imprópria para cardíacos’, que só ficou resolvida no desempate por grandes penalidades. No entanto, nem os festejos travaram o planeamento da temporada desportiva de 2026/27.~

Logo pela manhã de domingo, já o prestigiado L’Équipe dava conta do interesse do conselheiro desportivo de Nasser Al-Khelaifi, o português Luís Campos, em adquirir uma série de novos reforços para o plantel às ordens do treinador espanhol Luis Enrique, começando, desde logo… pelo compatriota Diogo Costa.

Nada que, no entanto, ‘assuste’ André Villas-Boas, que, de acordo com a edição desta segunda-feira do jornal O Jogo, está empenhado em manter o guarda-redes no FC Porto, uma vez que o considera imprescindível para qualquer tipo de sucesso desportivo que venha a ter o grupo de trabalho comandado pelo italiano Francesco Farioli.

O internacional português, recorde-se, renovou no passado mês de dezembro, até junho de 2030, tendo o contrato ficado ‘blindado’ por uma cláusula de rescisão no valor de 60 milhões de euros, que o líder máximo dos novos campeões nacionais não abdica, se algum ‘tubarão’ vier bater-lhe à porta.

O próprio capitão está feliz no Estádio do Dragão, onde é idolatrado por direção, equipa técnica, companheiros de equipa e adeptos, pelo que só admite ‘mudar de ares’, por um projeto que lhe garanta que venha a ter uma preponderância semelhante e que lhe permita continuar a lutar por títulos nas maiores competições.

‘Azia’ de Chevalier abre a porta a Diogo Costa

O interesse do PSG em Diogo Costa surge, em parte, por ‘culpa’ de Lucas Chevalier, que foi adquirido ao Lille, há menos de um ano, a troco de uma verba na ordem dos 40 milhões de euros, com o objetivo claro de ‘fazer esquecer’ o até então ‘dono e senhor’ da baliza, Gianluigi Donnarumma, que partiu rumo ao Manchester City, por qualquer coisa como 30 milhões de eurosl

O internacional francês (que ficou de fora da lista de convocados de Didier Deschamps para o Campeonato do Mundo) começou a temporada desportiva de 2025/26 como titular, mas acabou por perder o lugar para Matvey Safonov, de tal maneira que o último jogo foi a 23 de janeiro, aquando da vitória alcançada na visita ao Auxerre, por 0-1.

Uma situação que desagrada ao próprio, de tal maneira que não descarta a possibilidade de vir a ‘mudar de ares’. Face a este cenário, os recém-sagrados bicampeões europeus (e pentacampeões franceses) terão apresentado um “interesse pronunciado” no guarda-redes e capitão do FC Porto.

O “desafio” de André Villas-Boas

A intenção do FC Porto em preservar Diogo Costa ficou à vista há, sensivelmente, duas semanas, quando, após a conquista da I Liga, o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, o desafiou a assumir a camisola número 2 do clube, em declarações prestadas aos jornalistas, à margem de um jantar com deputados afetos ao clube, na Assembleia da República.

“Manter Diogo Costa? Espero que sim. Aliás, fiz-lhe um desafio, que espero que aceite, que é no próximo ano envergar a camisola número 2 do FC Porto. Para nós seria uma honra enorme, para os adeptos do FC Porto também. E para que isso aconteça terá de estar no FC Porto para o ano”, começou por afirmar.

“Passou uma época maravilhosa. Repare que a camisola 2 do FC Porto é uma camisola importante, de vencedores, e claro está vinculada ao que aconteceu com o desaparecimento do Jorge Costa. Por todo esse significado emocional gostávamos que envergasse o número 2 no próximo ano”, completou o líder máximo dos dragões.

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