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Diego perde a vida após ser atingido por comboio durante desafio na Suíça; pais avançam com petição

Um adolescente de origem portuguesa, que vivia com a família na Suíça, morreu no passado dia 8 de abril atropelado por um comboio, ao atravessar a linha da estação de Allaman, durante um desafio entre amigos. A família pede agora medidas de segurança mais rigorosas nas estações ferroviárias suíças.

Ao jornal francês 24 Heures, a família Rodrigues explicou a sua luta. “O Diego não é apenas mais um número nas estatísticas de acidentes. Ele era o meu irmão. Se a segurança das plataformas ferroviárias fosse mais segura ele ainda estaria aqui connosco”, defendeu Kevin.

Visivelmente emocionado, o jovem contou que quando ouviu “o alarme do comboio e as sirenes dos veículos de emergência soube que algo tinha acontecido”. Dirigiu-se ao local e viu alguns amigos do irmão Diego. Mas não o viu. Quando alguém o chamou é que se apercebeu do que tinha acontecido. “Foi tão chocante que nem reagi. Estava só lá, presente”, revelou.

A família descartou de imediato qualquer ato intencional. Diego, de 15 anos, era um menino “feliz” como enfatizou a mãe, Sónia, à publicação francesa. Mas a verdade nunca terá sido apurada pelas autoridades. Nem recolha de depoimentos de testemunhas houve, segundo o advogado dos portugueses.

O que os pais e irmãos de Diego sabem foi-lhes dito por uma jovem que estava com Diego na altura do acidente e que, por sua iniciativa, foi falar com eles.

Segundo essa testemunha, os três adolescentes esperavam pela chegada de outros amigos quando dois deles começaram a conversar sobre o que seriam capazes de fazer e, nesse contexto, sem que se saiba ao certo porquê, Diego atravessou a linha.

“Diego fez uma asneira, mas ele era só uma criança. Naquele momento ele não teve qualquer hipótese”, evidenciou o irmão mais velho.

Por isso, há cerca de duas semanas, a família decidiu lançar uma petição a pedir que a Ferrovia Federal da Suíça e as autoridades responsáveis reforcem as medidas de prevenção nas linhas ferroviárias, principalmente, junto a escolas.

Entre as medidas pedidas pelos pais e irmãos de Diego está a instalação de barreiras de segurança em todas as estações de comboio, uma maior presença de funcionárias e anúncios através de altifalantes.

Sónia espera que pelo menos uma destas medidas seja implementada e que a petição – assinada, entretanto, por mais de 2 mil pessoas – ajude a lançar o debate sobre a insegurança das linhas ferroviárias da Suíça.

Para já, a empresa ainda não se manifestou sobre as medidas propostas, lamentaram apenas o “trágico acidente”.

Apesar disso, a família Rodrigues acredita que podem fazer a diferença e que a luta que abraçou fará com que “Diego não tenha morrido em vão”.

“Não podemos mais banalizar estas tragédias quando existem soluções para as evitar. Não podemos dizer que não pode ser feito nada”, concluíram.

Segundo o Departamento Federal de Transportes, no ano passado, houve 13 acidentes em estações ferroviárias, sete das quais fatais, muitas das quais devido a “erro humano”, por travessia não autorizada de trilhos.

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