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António José Seguro de luto pela morte de Lionel Jospin e destaca o seu legado como líder

O Presidente da República, António José Seguro, lamentou, esta terça-feira, dia 24 de março, a morte do antigo primeiro-ministro francês Lionel Jospin, recordando-o como “um líder marcante, dotado de profundo humanismo”.

Numa mensagem hoje publicada na página da Presidência da República, o chefe de Estado começou por assinalar que “fez chegar ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, uma mensagem de condolências pela morte do antigo primeiro-ministro francês, Lionel Jospin.”

Em seguida, António José Seguro salientou ainda que o “antigo primeiro-ministro francês, que o Presidente da República conheceu em Paris no ano 2000, era um líder marcante, dotado de profundo humanismo, afabilidade e empenho na justiça social, que será recordado como figura incontornável da política francesa e europeia ao longo das últimas décadas.”

De recordar que Lionel Jospin, chefe do executivo francês entre 1997 e 2002, morreu ontem, dia 23 de março, aos 88 anos de idade, informou a família do socialista à agência de notícias AFP.

Jospin, chefe de governo durante o primeiro mandato do presidente conservador Jacques Chirac, liderou o PS francês de 1981 a 1988, sucedendo ao histórico François Miterrand, e, depois, entre 1995 e 1997.

O político francês concorreu sem sucesso às eleições presidenciais francesas de 1995 e de 2002, nas quais o líder da extrema-direita Jean-Marie Le Pen conseguiu chegar à segunda volta.

Em janeiro, Jospin tinha anunciado ter sido submetido a uma “cirurgia delicada”, embora sem revelar mais pormenores sobre o seu estado de saúde.

Era uma personalidade respeitada e unificadora da esquerda, tendo concebido e defendido o princípio de uma “esquerda plural” em França, ao acolher ministros socialistas, ecologistas e comunistas nos seus governos.

Num clima económico favorável, introduziu a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, a cobertura universal dos serviços de saúde e o conceito de união de facto para casais do mesmo sexo ou heterossexuais – o ‘PACS’, em 1999.

Mais tarde, com a esquerda francesa fragmentada, a sua campanha presidencial foi novamente um fracasso e a extrema-direita ganhou peso, tendo Lionel Jospin optado pelo silêncio público e o retiro da vida política ativa.

Já com François Hollande (2012-2017) como presidente, Jospin liderou uma comissão sobre ética na política e fez parte do Conselho Constitucional, de 2014 a 2019.

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