Mira Amaral acusado de agredir mulher em clínica, ex-ministro nega e fala em momento de nervosismo

Luís Mira Amaral, de 80 anos, foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP), na tarde de quinta-feira, 26 de março, por suspeitas do crime de violência doméstica.
De acordo com o Correio da Manhã, que avança com a notícia, o antigo ministro do Trabalho e da Segurança Social terá agredido a mulher, em frente a várias pessoas, na Clínica de S. João de Deus, em Alvalade, Lisboa.
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Revela o matutinto que Mira Amaral bateu na mulher à frente de toda a gente, por esta se ter esquecido de um documento necessário para fazer um exame na unidade de Imagiologia.
“Esbofeteou a mulher à frente de todos, porque ela se esqueceu de trazer a requisição de um exame e ainda a ameaçou que ia apanhar mais quando chegassem a casa. Depois percebemos que já outros familiares tinham conhecimento disto, mas ignoraram. Estando nós pertinho da 18.ª esquadra da PSP, solicitámos logo ajuda”, contou uma das testemunhas ao jornal.
Quando a PSP chegou ao local, deteve Mira Amaral em flagrante delito. Após ser presente a primeiro interrogatório judicial, o antigo ministro de Aníbal Cavaco Silva foi libertado, ficando sujeito à medida de coação menos gravosa, o termo de identidade e residência.
Ao Correio da Manhã, Mira Amaral confirmou a detenção mas negou ter batido na mulher, apesar de lhe ter agarrado um braço, porque “estava nervoso”. “Ela está muito doente e só lhe agarrei o braço. Não percebo como chamaram a polícia”, afirmou, acrescentando que “a mulher não apresentou queixa”, o que acaba por ser irrelevante, uma vez que a violência doméstica é um crime público.
Não será a primeira agressão
Ainda segundo a mesma publicação, esta não é a primeira vez que Mira Amaral é violento com a mulher.
Aliás, segundo a testemunha que falou com o matutino, alguns familiares teriam conhecimento do comportamento do também fundador do Banco BIC, “mas ignoraram”.
Recorde-se que Luís Mira Amaral foi ministro em diferentes governos liderados por Cavaco Silva e ficou à frente das pastas do Trabalho e Segurança Social e depois da Indústria e Energia. Foi ainda presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos em 2004 e presidiu ao banco BIC entre 2007 e 2016.



