Farioli sai em defesa de Moura e ignora declarações de Rui Borges

Francesco Farioli recusou, este sábado, alongar-se em palavras relativamente às várias polémicas que marcaram o empate a uma bola entre o FC Porto e o Sporting, ainda que, instantes antes, no lançamento do duelo com o Famalicão, Rui Borges tenha falado de um “voltar ao século passado”.
Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro da 22.ª jornada da I Liga, perante o Nacional, no Estádio da Madeira, o treinador italiano preferiu, ao invés, recordar que este mesmo adversário “complicou a vida” aos dragões, na primeira volta, assim como as “dificuldades” que irá causar, por fatores como “o relvado” ou “a viagem” que irá implicar.
A terminar, o timoneiro dos dragões aproveitou a oportunidade para sair em defesa de Francisco Moura, que foi alvo de duras críticas, ao longo dos últimos dias, inclusive, por parte dos próprios adeptos do clube, depois de ter estado na origem da grande penalidade que custou um triunfo sobre o eterno rival, no Clássico da passada segunda-feira.
Impacto imediato de Seko Fofana
O Seko está numa boa condição física. O impacto que teve no último jogo foi claríssimo para todos. É um jogador com liderança, qualidade, poder físico… É um jogador que eu queria muito que estivesse cá. É mais um exemplo da maneira como o clube tentou fazer todos os possíveis para tornar a equipa mais forte. É uma questão de tempo, de momento, mas, certamente, vai desempenhar um papel-chave para nós, talvez amanhã, talvez no futuro próximo. Estamos muito satisfeitos pela presença dele e pelo golo, mas, especialmente, estamos entusiasmados por ver mais, nas próximas semanas.
Polémicas derivadas do jogo com o Sporting
Acho que sou o único que lê todos os jornais, porque o meu papel é estar aqui, várias vezes por semana, a falar convosco. É claro que os jogadores leem, por vezes, os tweets. Por vezes, têm os jornais nas mãos, mas todo o ruído e polémicas que se constroem não afetam a dinâmica do grupo, porque está muito motivado. Vimos de um Clássico sem o resultado que queríamos, mas depois de uma grande exibição. Há muitas maneiras de analisar o jogo. Toda a gente vê o jogo com os respetivos óculos e perspetivas, mas o que gosto muito de fazer, depois da revisão normal do jogo, é ver um painel que o meu analista monta, onde mora a intenção e a abordagem da equipa ao jogo. Naquilo a que chamamos de primeira fase de construção, tivemos apenas um ‘clip’. Do lado contrário, tivemos 25 momentos de pressão alta, e esta é a imagem da intenção do jogo. Tem a ver com a maneira como abordamos do jogo. Antes do jogo, fui muito claro dizendo como iríamos abordar com a bola no pé, e o refleto desta análise é muito claro. Acho que merecíamos ganhar, e, depois de uma análise a frio, insisto nisso, contra uma grande equipa, que está a fazer um trabalho fantástico, tanto no campeonato como na Liga dos Campeões. Mas, recuando à dinâmica dos 90 minutos, foi muito claro como a equipa jogou, e, especialmente, o desejo que demonstrou pelo resultado. Depois disso, quando defendemos mais recuados, foi porque jogámos contra uma equipa de topo. Defendemos muito bem, porque quase não concedemos nada, com exceção da ação do penálti. Acho que é muito fácil manter a equipa com a mentalidade certa, porque a análise da exibição contra o Sporting foi muito positiva, ainda que sem o resultado que queríamos. A realidade é que, devido ao trabalho que vocês fazem, a atenção ainda está muito no passado, enquanto que a nossa atenção está no Nacional, uma equipa que, no Dragão, nos colocou em dificuldades. O Nacional foi uma das equipas que originou mais ‘clips’ nossos na fase de construção, porque pressiona de forma muito agressiva. Foi muito corajoso na pressão. É o jogo que espero, amanhã, contra uma equipa muito capaz de gerir os momentos do jogo. Temos de ter a resposta certa às dificuldades que vamos encontrar.


