Mistério em torno de Ricardo Claro: da alegada traição aos movimentos bancários, o que já se sabe

Ricardo Claro, de 50 anos, desapareceu há 11 dias, depois de ter jantado com a mãe, na sexta-feira, 13 de março, no Algarve.
Desde esse dia, foram várias as informações que surgiram sobre o caso – e a Polícia Judiciária (PJ) deteve, inclusive, um suspeito de rapto – mas do paradeiro do empresário nada se sabe.
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O desaparecimento do gestor do restaurante de luxo Well, localizado em Vale do Lobo, continua assim envolto num mistério que começa a ter algumas pontas soltas.
Um dia depois de o suspeito detido por roubo e rapto de Ricardo Claro ter sido presente a primeiro interrogatório judicial e ter ficado em prisão preventiva, o Correio da Manhã revela mais pormenores sobre o mesmo.
De acordo com o matutino, apesar de as autoridades suspeitarem que os crimes foram levados a cabo por mais dois suspeitos, o homem já detido é “o cérebro do rapto e roubo” de Ricardo Claro.
O suspeito, que se chama Rogério e tem 39 anos, viveria dentro de um carro emprestado na zona da Penha, nas proximidades da casa onde o sócio e gestor do Well residia, em Faro, e foi detido três dias depois da investigação ter passado para a alçada da PJ.
A PJ segue agora o rasto dos cartões bancários da vítima, que foram usados na zona da Grande Lisboa, para tentar chegar aos outros dois suspeitos. Tudo indica que ambos já terão saído do país, através de Madrid, Espanha, rumo ao Brasil, de onde serão naturais.
Segundo o Correio da Manhã, Rogério trabalhou com Ricardo nos escritórios do Well. Os dois chegaram mesmo a ter uma relação de muita proximidade. Mas os laços que os uniam terão sido quebrados por alguma razão que ainda não se conhece.
Foram os amigos de Ricardo Claro que contaram às autoridades onde estava Rogério, que acabou detido precisamente no dia em que carro do empresário foi localizado, estacionado junto a um restaurante de Olhão.
Ontem, depois de ter sido ouvido pelo juiz de instrução criminal, o suspeito reiterou o que já tinha dito aos investigadores. Garantiu que apenas partilhou informações sobre Ricardo Claro aos outros dois suspeitos que executaram o plano para o raptar e extorquir. Tudo a troco de um carro.
Rogério admitiu ainda que ajudou a planear o roubo à vítima, mas recusou quaisquer culpas no seu desaparecimento.
As autoridades acreditam que os crimes terão sido motivados por apropriação patrimonial.
Dezenas de milhares de euros levados de cofre de restaurante
Além dos levantamentos feitos da conta da vítima, conta o Correio da Manhã, foram levados dezenas de milhares de euros do cofre do restaurante de luxo que Ricardo geria em Vale do Lobo. O mesmo terá sido aberto com os códigos do empresário.
Desconfia ainda a polícia que um dos suspeitos terá sido transportado no carro da vítima que, recorde-se, não se sabe onde estará, até Huelva, Espanha, onde apanhou um comboio para Madrid e, posteriormente, um avião em direção ao Brasil.
O outro terá ido de carro até Lisboa, onde apanhou também um voo em direção ao Brasil.
Os suspeitos terão contado ainda com a ajuda de terceiros para fazerem levantamentos de dinheiro e pagamentos em lojas na zona da Grande Lisboa.
Chave da viatura descoberta na zona por crianças
O Peugeot 2008 de Ricardo Claro foi encontrado, na semana passada, estacionado junto a um restaurante, em Olhão. A chave da viatura foi descoberta na zona por crianças.
Junto ao local, os investigadores descobriram e apreenderam dois casacos, um molho de chaves e um rolo de fita adesiva dentro dos contentores do lixo localizados no local.
O Notícias ao Minuto entrou em contacto com a Judiciária para perceber se foi dado mais algum avanço na investigação. Contudo, para já, as autoridades não confirmaram mais nada. O caso continua a ser investigado.
Entretanto, família e amigos continuam a fazer buscas no terreno com o auxílio de drones, entre Olhão e Vale do Lobo, na tentativa de encontrar alguma pista que os ajude a encontrar Ricardo Claro.



