Morreu Carlos Macedo, voz de “Até o Rei ia ao Fado”

Fadista e guitarrista tinha 79 anos e deixa uma carreira de mais de seis décadas
O fadista e guitarrista Carlos Macedo morreu na manhã deste domingo, aos 79 anos, no Hospital de Santa Maria, confirmou à Agência Lusa fonte da Casa do Artista.
Com uma carreira de cerca de 60 anos, Carlos Macedo destacou-se como fadista, guitarrista, compositor, poeta e até construtor de guitarras, deixando uma marca importante no universo do fado.
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Nascido a 9 de dezembro de 1946, em Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão, iniciou cedo o seu percurso musical. Aos 17 anos já tinha formado um conjunto típico com o seu nome, com o qual chegou a atuar em rádios nacionais.
Durante o serviço militar obrigatório em Moçambique gravou os primeiros discos e, em 1972, foi eleito rei do fado em Moçambique.
Depois de regressar a Portugal, atuou em várias casas de fado e palcos importantes, passando por cidades como Lisboa, Cascais e Porto.
Um dos momentos marcantes da sua carreira aconteceu em 1984, durante uma digressão ao Brasil com a fadista Maria da Fé. Ao substituir a artista momentaneamente em palco no Rio de Janeiro, Carlos Macedo conquistou o público com interpretações de temas como “Rapsódia”, “Recordação do Passado” e “Até o Rei ia ao Fado”.
Ao longo da carreira gravou vários álbuns e canções que ficaram associadas ao seu nome, entre elas “Campa Florida”, “Nosso Amor, Meu Amor”, “Quero ir à Minha Terra” e “Sou Peregrino”.
O seu primeiro disco foi lançado em 1975 e incluía precisamente o tema que se tornaria um dos seus maiores êxitos: Até o Rei ia ao Fado.



