Recluso é encontrado morto na prisão de Alcoentre e PJ já investiga o caso

Ao que a CNN Portugal conseguiu apurar, a PJ foi inicialmente acionada para um caso de um preso que teria tirado a própria vida. Mas a versão de familiares de outros reclusos é diferente
A Polícia Judiciária (PJ) foi chamada esta quinta-feira ao Estabelecimento Prisional de Alcoentre, depois de um recluso, conhecido por “Gigante”, ter sido encontrado morto numa cela, sabe a CNN Portugal.
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Este preso estaria de castigo numa cela à parte, depois de se ter envolvido em agressões, no dia anterior, com outro detido, segundo o Sindicato dos Guardas Prisionais.
Ao que a CNN Portugal conseguiu apurar, a PJ foi inicialmente acionada para um caso de um preso que teria tirado a própria vida. Mas a versão de familiares de outros reclusos é diferente.
“O meu marido disse-me que um recluso foi espancado até à morte por guardas prisionais”, refere a mulher de um dos detidos na cadeia à CNN Portugal. Sem querer dizer o nome por medo de represálias ao companheiro, diz ainda que “ontem [quarta-feira] um guarda-prisional bateu no rapaz e ele virou-se ao guarda e hoje [quinta-feira] foram muitos a bater nele com pedaços de pau”. A mulher afirma também que o marido está pronto para testemunhar.
A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais disse à CNN que se tratou de uma situação em que o detido tirou a própria vida, quando estava isolado como medida disciplinar. O INEM ainda tentou fazer manobras de reanimação.
Vai ser agora aberto um inquérito, como sempre acontece quando ocorre a morte de um recluso na cadeia. O caso foi já comunicado ao Ministério Público.
No local estão INEM, Bombeiros de Alcoentre e Polícia Judiciária.
A autópsia será agora fundamental para esclarecer as circunstâncias desta morte. Recorde-se que em janeiro de 2022 um outro recluso foi encontrado inanimado na cela. A autópsia revelou que não tinham sido reveladas “lesões traumáticas causadoras da morte, tendo sido realizadas colheitas para a concretização de exames complementares laboratoriais”, explicou o Instituto Nacional de Medicina Legal.



