Katia Aveiro descreve morte de passageira em voo da TAP e destaca atuação da tripulação

O que deveria ter sido uma viagem de rotina entre Porto Alegre e Lisboa transformou-se numa experiência que Katia Aveiro não esquecerá tão cedo. A empresária e irmã de Cristiano Ronaldo foi testemunha direta de um momento trágico ocorrido neste domingo de Páscoa, dia 5 de abril: ainda em terra, a poucos minutos da descolagem, uma passageira sofreu um ataque cardíaco súbito que acabou por ser fatal. A mulher acabou por perder a vida ainda a bordo da aeronave da TAP.
Katia Aveiro recorreu ao Instagram para relatar tudo o que viveu e assistiu, mas não o fez sem alguma hesitação. A empresária admitiu ter ponderado não partilhar o episódio, com receio de que a publicação pudesse ser interpretada como sensacionalismo. Ainda assim, acabou por decidir avançar — com um propósito claro e assumido: prestar reconhecimento público ao trabalho da tripulação do voo.
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“É uma publicação que eu nem ia fazer, mas decidi fazê-la. Acho que há coisas em que temos de ser justos e humanos — e ontem, à saída de Porto Alegre, houve uma fatalidade ainda em terra. E o que vi da equipa da TAP… Via-se o pânico nos olhos deles, porque estamos a falar de uma vida. Mas foram incríveis”, escreveu nas suas redes sociais.
O elogio à tripulação foi o fio condutor de toda a partilha de Katia Aveiro. A empresária descreveu com detalhe a rapidez com que os elementos da equipa reagiram à emergência, salientando que os primeiros socorros foram iniciados em frações de segundo, ainda antes da chegada da equipa médica.
“Minutos muito tensos, visivelmente detetáveis nos olhos da tripulação. Um detalhe: foram incríveis, rápidos nos primeiros socorros”, começou por contar. Mais à frente, reforçou: “Foi uma fração de segundos, mas foram surreais, incríveis, preparadíssimos.”
Katia Aveiro esteve próxima do local onde tudo aconteceu — perto demais para não ficar marcada. A empresária revelou que a vítima acabou por passar mesmo ao seu lado nas escadas de emergência, já sem sinais de vida.
“A ambulância parou ali ao lado da janela do avião. A senhora infelizmente saiu já sem vida — passou ao meu lado nas escadinhas de emergência. Óbvio que não gravei”, relatou, deixando claro o respeito com que tratou um momento de uma gravidade incomum.
Já em Portugal, após cerca de 11 horas de voo, Katia Aveiro aproveitou a partilha para uma reflexão mais ampla sobre o valor da vida e a tendência que todos temos para valorizar o que temos apenas quando algo nos sacode.
“A gente às vezes tem tendência só para reclamar quando o avião atrasa, quando as viagens são caras… Acho que há coisas em que temos de ser justos e humanos”, disse, antes de acrescentar: “Temos o privilégio — eu tenho o privilégio — de estar aqui a falar convosco. E isso faz-nos pensar: morreu aquela senhora, entrou no avião para fazer supostamente um passeio em Portugal e já não saiu de Porto Alegre.”
A empresária concluiu a partilha com uma última nota de reconhecimento à equipa da TAP, sem deixar dúvidas sobre o que ficou da experiência: “Estamos a falar de pessoas, de vidas. O que vi ali foi a doação em prol da vida do outro. Aquela tripulação — tiro o meu chapéu. Foi cinco estrelas.”



