Mulher e ex-companheira de homem detido em Portugal são encontradas sem vida

A mulher e ex-mulher do antigo polícia francês detido, na terça-feira, em Portugal foram encontradas mortas esta quarta-feira. As duas crianças, de 12 anos e 18 meses, que também tinham desaparecido, foram encontradas sãs e salvas.
O homem, de 41 anos, era procurado pelas autoridades francesas pelo desaparecimento das duas mulheres e das crianças, em Aveyron, França.
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Segundo avançou a BFMTV, que cita fonte próxima da investigação, as mulheres foram encontradas mortas esta quarta-feira em Portugal.
As crianças – um menino de 12 anos e uma menina de 18 meses – são filhos da ex-mulher e da mulher, respetivamente. Todos têm nacionalidade francesa.
Apanhado numa fiscalização rodoviária na Guarda
De acordo com o jornal francês Midi Libre, o homem foi identificado como Cédric Prizzon e foi detido por “posse de arma” em Mêda, no distrito da Guarda.
No entanto, as autoridades já suspeitavam que pudesse estar relacionado com o desaparecimento das mulheres, que não eram vistas desde sexta-feira.
Esta quarta-feira, num comunicado enviado às redações, a Guarda Nacional Republicana (GNR) confirmou que deteve “um homem de 41 anos, no concelho de Mêda”.
Na nota, a autoridade explicou que o homem foi detido “no âmbito de uma ação de fiscalização rodoviária na Estrada Nacional 102”, na qual os “os militares da Guarda abordaram uma viatura ligeira”.
“No decorrer da fiscalização, o condutor apresentou documentos que suscitaram suspeitas quanto à sua autenticidade, tendo-se confirmado tratar-se de documentos falsificados, bem como sido detetada a posse de uma arma de fogo sem documentação legal”, indicou a GNR, acrescentando que o indivíduo foi “detido em flagrante delito pelos crimes de falsificação de documentos e posse ilegal de arma”.
Posteriormente, apurou-se que “o detido se encontrava referenciado como suspeito da prática de crimes graves, designadamente rapto e outros ilícitos criminais de elevada gravidade, incluindo a suspeita de homicídio”.
Face ao exposto, a Polícia Judiciária (PJ) foi acionada e concluiu-se que podia estar em causa um “cenário de duplo homicídio, tendo sido de imediato desencadeadas todas as diligências necessárias”.
Mulheres foram “enterradas em local ermo”
Já a Polícia Judiciária (PJ), especificou que a detenção ocorreu na localidade de Longroiva, no concelho de Mêda, e que o homem, “militar da Gendarmerie Nacional”, estava “acompanhado de dois menores”.
Durante a busca à viatura, os militares da GNR encontraram uma “arma de fogo e 17 mil euros em numerário”.
“Ainda durante a noite de ontem, a PJ obteve robustos elementos de prova que, durante a manhã de hoje, permitiram localizar dois corpos, presumivelmente da companheira e a ex-companheira do referido cidadão, enterradas em local ermo, cuja diligência foi presidida pelo Procurador titular da ação penal”, indicou a PJ.
Segundo a BFMTV, “as duas mulheres provavelmente morreram asfixiadas”.
Suspeito perdeu recentemente a guarda do filho
Logo após o alerta do desaparecimento, as autoridades francesas concentraram-se na “hipótese de que o suspeito planeava deixar o país com o seu filho, de 12 anos, a nova companheira e a filha menor do casal”.
O procurador de Montpellier, Thierry Lescouarc’h, explicou, citado pelo jornal Le Figaro, que Cédric Prizzon e a ex-mulher, Audrey Cavalié, estavam envolvidos numa “amarga batalha judicial”.
O homem, que já foi condenado várias vezes por violência doméstica e assédio, perdeu recentemente a guarda do filho mais velho, Élio, e participou numa greve de fome em frente ao tribunal de Rodez.
A violência entre Cédric e a ex-mulher escalou em 2020, quando uma discussão acabou com facadas. Os dois ficaram feridos e ambos foram condenados a seis meses de prisão com pena suspensa: ela por esfaqueá-lo e ela por estrangulá-lo.
Alguns meses depois, o homem sequestrou o filho e levou-o para Espanha, onde permaneceu durante dois meses até ser detido pela Guardia Civil.



