Tragédia aérea: seis tripulantes morrem após queda de avião

Na sexta-feira, o exército norte-americano informou que os seis tripulantes de um avião de reabastecimento KC-135, que apoiava operações contra o Irão, morreram após a queda da aeronave no oeste do Iraque.
O Comando Central dos EUA, responsável pela região do Médio Oriente, afirmou que a queda ocorreu na sequência de um incidente não especificado envolvendo duas aeronaves em “espaço aéreo amigo” e que a outra aeronave aterrou em segurança.
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Noutra publicação, feita na rede social X, além de ter confirmado a morte de toda a tripulação, o Comando Central dos EUA referiu ainda que as circunstâncias do acidente estão a ser investigadas, mas que a perda da aeronave “não se deveu a fogo hostil ou amigo”.
Este acidente eleva para pelo menos 13 o número de militares norte-americanos mortos na Operação Epic Fury, dos quais sete foram mortos em combate. Cerca de 140 militares norte-americanos ficaram feridos, incluindo oito em estado grave, informou o Pentágono no início desta semana.
Em declarações à AP, Yang Uk, especialista em segurança do Instituto Asan de Estudos Políticos da Coreia do Sul, afirmou que seria invulgar um avião-tanque de reabastecimento ser abatido por fogo inimigo, dado que estas operações são normalmente realizadas na retaguarda das zonas de combate.
Este acidente ocorreu após três caças F-15E norte-americanos terem sido abatidos por engano na semana passada por fogo amigo do Kuwait.
O KC-135 Stratotanker é um avião-tanque com uma longa carreira na Força Aérea dos EUA, utilizado para reabastecer outros aviões em pleno voo, permitindo-lhes percorrer distâncias maiores e manter as operações por mais tempo sem aterrar.
A aeronave é também utilizada para transportar pessoal ferido durante evacuações médicas ou para realizar missões de vigilância, segundo especialistas militares.
Apesar das atualizações ao longo dos anos, a idade dos KC-135 tem levantado questões quanto à sua fiabilidade e durabilidade.
“Os últimos destes aviões foram produzidos na década de 1960”, afirmou Yang. Acrescentou ainda que a transição para o KC-46A tem progredido mais lentamente do que o esperado.
Segundo o Serviço de Investigação do Senado, a Força Aérea norte-americana possuía, no ano passado, 376 KC-135, dos quais 151 se encontravam em serviço ativo, 163 na Guarda Aérea Nacional e 62 na Reserva da Força Aérea.



